terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Documentário e diário de viagem

Depois de ver o doc sobre o caminho, para além de uma enorme vontade de colocar a mochila às costas e ir novamente fazer uma travessia, veio-me à ideia que tinha escrito sobre este episódio há dois anos no meu diário de viagem e que serviu de base a uma crónica sobre albergues que publiquei aqui.

http://paraladotrilho.blogspot.com/2010/08/albergues.html

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Documentário sobre o Caminho de Santiago

http://vimeo.com/6838539

Este é um documentário sobre o caminho de Santiago.
Já fiz uns quantos troços de vários caminhos e são experiências inesquecíveis
Curioso, é que num dos muitos albergues (Pamplona) onde já dormi, cruzei-me com a mulher o bebé do início do vídeo. Ele era mais ou menos desta idade e era a primeira vez que faziam algo deste género.
Revê-los aqui foi uma sensação estranha. Mas recordo-me que nesse dia foram fazer filmagens no albergue. Talvez fosse para este Doc. Estava longe de adivinhar que ia ver esta imagens outra vez.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Para lá do Caminho

Esta é o relato que escrevi para a Itinerante deste ano cujo tema era o Caminho de Santiago.
É a minha prenda de Natal para os milhões de seguidores do meu blog.
Peço-vos que se organizem e distribuam o acesso ao texto pelo dia para não bloquear o site da blogspot.
Bom Natal e um Ano de 2011 cheio de viagens para todos vós... e para mim também.

Para lá do Caminho

Páscoa de 2010. Estou no Caminho del Salvador, algures entre Léon e Oviedo. Olho à minha volta e procuro alguém. Não vejo vivalma. Só as montanhas, o vento, a neve e, aqui e ali um animal que foge à minha passagem.

A minha companhia são os meus pensamentos. A banda sonora é o som da minha respiração, do bastão a bater numa pedra do caminho, do clique do botão da máquina fotográfica que regista um momento que se deseja ser eterno.

O sentimento? Felicidade, plenitude, harmonia, paz interior.

Ao fundo vejo um povoado. As chaminés deitam fumo e quando me aproximo sinto aquele cheiro inconfundível a lenha queimada. No pasto, uma manada com bezerros aproxima-se. Por entre eles surge um cão pastor. Para ele não há Sexta-Feira Santa, todos os dias são dias de trabalho.

Atravesso a aldeia, vejo carros novos. São os filhos que regressam das cidades e vêm passar a quadra com os pais, recordar os sabores que faziam parte do seu quotidiano antes de serem absorvidos pela urbe, e purificar o corpo com aquele ar frio.

Os velhos não conseguem disfarçar a alegria. Fala-se com eles e os olhos brilham por sentir que alguém gosta da bica da sua fonte de onde sai a água do degelo, das pedras dos seus panaderos (tipo de espigueiro com mais de 4 pés), ou simplesmente porque perde (ou ganha) tempo falando com eles sobre os castanheiros do caminho.

Possivelmente nem se apercebem o quanto nos aquecem a alma, o quanto nos ensinam, o quanto lhes devemos por se manterem firmes naquela vida dura. Sem eles a paisagem fica sem sentido, sem vida.

Continuo encosta acima, em direcção à neblina. Recomeça a nevar, mas ao invés de ser desagradável, dá-nos uma inebriante sensação de bem-estar, de aventura. É o que dá viver à beira-mar; a simples diferença da água cair sob a forma sólida torna algo aborrecido na melhor das experiências.

Quando chego, espera-me um albergue quentinho, o sorriso sincero da hospitaleira, e apesar do cansaço uma enorme vontade de registar todas as memórias no diário de viagem.

Mas não há caderno onde se possa descrever tudo o que se viveu, nem palavras para explicar o que apenas se pode sentir.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Passeio a pé por Lisboa Antiga

No próximo dia 27 de Novembro vou efectuar um passeio pela Lisboa Antiga com visitas guiadas a alguns dos monumentos da cidade.
Neste passeio vamos percorrer a pé as ruas e praças da Baixa Lisboeta, as ruelas e becos da Lisboa medieval, assim como o Chiado do Romantismo.
Venham conhecer a cidade de uma outra forma.
Se quiserem participar é só inscreverem-se através do site da Papa-léguas ou via telefone.

http://www.papa-leguas.com/index.cfm?sec=0201000000&ActividadeID=135

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Albergues

A experiência vivida no alojamento marca muito uma viagem.
A sua escolha (local e tipologia), caracteriza o tipo de viajante que somos, o que procuramos, a nossa atitude e modela os nossos comportamentos.
Numa travessia a solo é o ponto de encontro, o local de socialização após um dia, ou vários dias sozinho, o local de conforto, por muito pequeno que este seja.
Satisfaz a nossa necessidade quase inata de nos abrigarmos durante a noite.
Assim, muitas das histórias que temos das nossas viagens são passadas aí, entre quatro paredes, sejam elas de madeira, pedra ou pano.
“Albergava” eu em Pamplona, quando eis se não quando me entra uma equipa de reportagem na cozinha para registar imagens do albergue.
Cá para mim ainda vamos aparecer num programa sobre o Caminho de Santiago. - penso para comigo.
Logo hoje que estou cansado, com olheiras da viagem e de óculos postos.
Bem, é da maneira que não me filmam. Ninguém quer filmar um caixa-de-óculos!
Felizmente saíram rapidamente. A última coisa que quero é uma câmara apontada à cara e responder a perguntas sobre a razão de estar ali. Já basta os que me perguntam “A pé? Para quê? Vai de carro que é mais rápido e vês o mesmo.”
Vejo mesmo? Será? E sentir faz parte de ver?
Bom, mas a cozinha de um albergue é o local multicultural por excelência.
Reparem, todos tomamos duche da mesma maneira (uns mais que outros é certo), todos ressonam da mesma forma (uns mais que outros é certo), mas a alimentação, mesmo na Era da Globalização, ainda é distinta de país para país, de continente para continente. O horário também. Quando os Asiáticos, Nórdicos e os viajantes oriundos da Europa Ocidental e Central vão dormir, chegam os Espanhóis para começar a preparar calamares e falar naquele ritmo alucinante.
Na mesa do lado estão dois casais de coreanos. Uma das senhoras cozinha uma massa de arroz cozido espalmado e passado pela frigideira para os outros três. São uma espécie de aperitivos segundo me parece. Fica interessada no meu refogado e diz que cheira bem. Insiste para que coma aquela espécie de panqueca. Aceito e provo uma. É agradável. Mas volto à minha massa, apesar da insistência da senhora. Cá para mim fez arroz a mais e quer despachar isto. Ou então está farta de arroz e quer uma massa com tempero mediterrânico para variar.
Na mesa da frente, duas raparigas francesas comem “sushi campista”, ou seja, atum em lata. O cheiro é inconfundível.
O português, não podendo levar os chouriços, os queijos e o “casqueiro”, leva o azeite para “temperar” as saudades.
Bom, mas é hora de me ir deitar e ouvir a sinfonia dalguns companheiros de quarto. Com a barriga cheia vamos lá ver se não fazemos uma rapsódia.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Artigo na Itinerante

A revista Itinerante é uma nova publicação trimestral sobre conhecer Portugal através das caminhadas.
É temática e o número que saíu este mês é sobre o Caminho de Santiago.
Ainda só sairam duas, uma sobre os Faróis e outra sobre as Invasões Francesas. Tem vários artigos de fundo com especialistas no tema central e pequenos artigos escritos por outras pessoas... como eu.
Tenho uma pequena crónica/testemunho e 3 fotografias. É fácil de perceberem quais são, até porque possivelmente já as viram :)
Se tiverem curiosidade passem por uma papelaria e digam de vossa justiça.

sábado, 10 de julho de 2010

Livros de viagem - Lista

Depois de ter colocado um artigo/desafio sobre livros de viagem está na hora de compilar e colocar disponíveis as várias sugestões que foram enviadas através dos comentários e do e-mail.
O objectivo é criar uma listagem de livros de viagem.

A passo de Caranguejo - Umberto Eco.
Páginas da Peregrinação - Fernão Mendes Pinto
Moby Dick - Herman Melville
Na Patagónia - Bruce Chatwin
O mundo do fim do mundo - Luís Sepúlveda
Patagónia Express - Luís Sepúlveda
Planisfério Pessoal - Gonçalo Cadilhe
A Lua pode esperar - Gonçalo Cadilhe
África Acima - Gonçalo Cadilhe
Pedalar devagar - 4 anos de bicicleta pela Ásia - Valérie e Joao Fonseca
Into the Wild - J. Krakauer
The Call of the Wild - Jack London

O rio de luz - Javier Reverte
Espelhos - Eduardo Galeano
As Veias Abertas da América - Eduardo Galeano
Breve história de tudo - Bill Bryson
Motorcycle Diaries - Che Guevara
As viagens de Gulliver - L. Gulliver
Voyages of the Beagle - C. Darwin
Passageiro Frequente - Mia Couto
As Viagens de Marco Polo - Rota da Seda
Nem aqui, nem ali - Bill Bryson


Abraço 
Fico à espera de novas sugestões e também irei acrescentado novos títulos a esta lista.

sábado, 3 de julho de 2010

Notas de um Caminho Primitivo

Como se decide? Porque se decide partir para fazer 550 km a pé com uma mochila às costas?

Sempre que preciso de fazer o que designo de purga (social leia-se), sair da zona de conforto, faço uma viagem destas, algumas delas no Caminho de Santiago. Desta vez escolho o Caminho del Salvador que liga Léon a Oviedo, seguindo-se o Primitivo até Santiago e daí o prolongamento até Finisterra e Muxía.
Na Gare do Oriente entro num autocarro para Salamanca que tal como na música dos Xutos, “Ainda não tinha saído e já estava atrasado”. Até Salamanca são nove horas de distância e um transbordo em Albergaria.
Em Vilar Formoso apanho um controlo de fronteira na Europa comunitária. Uma cidadã chinesa é interpelada pelo polícia que lhe pede o passaporte e o leva para o posto. O autocarro fica ali parado à espera até que a situação se resolva. Demorou tanto tempo que estava a disposto a legalizá-la eu próprio só para podermos seguir. Ela manteve-se ali impávida e serena. Não lhe vi os olhos arregalarem-se. Não se arredondaram nem um bocadinho.
Chego a Salamanca a tempo de comprar o bilhete para Léon e um pouco de comida para os primeiros dias. No dia seguinte é quinta-feira de Páscoa e até sábado está tudo fechado.
Entro num autocarro apinhado de estudantes que regressam a casa para a Semana Santa para efectuar o derradeiro trajecto de três horas desta odisseia. Quando chego, ao fim de tantas horas, penso que me enganei e fui até à Escandinávia.
Mas o que eu quero é caminhar e de manhã bem cedo começo o itinerário que me levará a Oviedo em 4 etapas, atravessando a Cordilheira Cantábrica coberta de neve, pastos, pequenos povoados onde o silêncio só é quebrado pelos cães e onde o perfume a lenha queimada é uma constante.
Chego a Oviedo no domingo de Páscoa, mesmo a tempo de assistir à Procissão del Resucitado, onde as confrarias de homens encapuzados percorrem as ruas do centro histórico seguidas do andor com a imagem de Jesus Cristo. Segue-se uma fababa de javali para tirar a barriga de misérias.
Com a dureza das primeiras etapas surgem as dores no corpo, até nos adaptarmos ao peso da mochila e à frequência de caminhadas, mas a vontade de continuar, e o apelo do caminho são o melhor tónico.
O Caminho Primitivo, apesar de seguir o itinerário seguido por Afonso II no séc. IX aquando da primeira peregrinação a Campus Stellae, é dos menos percorridos. Assim, é possível encontrar o isolamento, observar inúmeros animais e visitar antigos hospitais de peregrinos em ruínas, sempre com as montanhas e vales cobertos de nuvens como pano de fundo
No caminho aprendemos a separar o essencial do acessório, despojamo-nos de quase tudo o que não interessa e regressamos aos nossos instintos mais básicos. O nosso cérebro passa a funcionar em função do que vamos comer, onde iremos obter essa a comida (que nos locais mais isolados pode ser difícil), onde nos abrigaremos durante a noite. Quando chego ao albergue, lavo roupa para aproveitar o maior número de horas sol possível, tomo duche e só depois preparo uma refeição. No fundo, sou uma autêntica “fada do lar”.
O Caminho quando feito a solo é muito introspectivo. Tempo para pensar é o que não falta, e essa é uma das maiores mais-valias que podemos tirar de uma experiência destas.
Quando chego a Santiago vejo inúmeros peregrinos sentados na Praça do Obradoiro, após a missa ao final da manhã em que assistiram à impressionante cerimónia em que o botafumeiro percorre a nave da catedral balançando sobre as nossas cabeças e abraçarem a imagem do Santo. São os rituais associados à chegada ao destino final.
Revêem-se caras com que nos cruzámos num qualquer bosque, num qualquer albergue, vêem-se sorrisos, vêem-se lágrimas, vêem-se muitos coxeando para lá e para cá. São marcas da vontade, da perseverança, do alento que muitos procuram neste Caminho.
Como um polvo à Gallega e uns pimentos de Padrón para comemorar, mas a minha viagem não termina aqui.
Sigo para oeste até ao cabo Finisterra onde admiro o pôr-do-sol, como um pagão na Era Pré-Cristã. Não cumpro a tradição de queimar a roupa. Não porque não tenha pecados e não precise de purificar a alma, mas apenas porque ainda continuarei até Muxía. Aí sim, termino este périplo de onde certamente regresso uma pessoa diferente. E essa sensação é o melhor que uma viagem nos pode dar.

sábado, 12 de junho de 2010

Cirque de Gavarnie - Pirenéus Franceses

O Circo de Gavarnie é um local de visita incontornável nos Piréneus Franceses.
Há inúmeros trilhos naquela área com diversos níveis de dificuldade.
O acesso ao circo (nome do anfiteatro formado pelas montanhas) é feito através de um caminho fácil, e que pode ser percorrido a pé, de burro ou a cavalo.
A cascata é considerada a mais alta da Europa com 423 metros.
Todo o enquadramento da mesma é belíssimo e o desnível é tão grande que nos esmaga.
O topo dos picos com mais de 3000 metros são a fronteira entre França e Espanha.
Costumo dizer que olhando para aqueles paredões percebemos que do outro lado só podia estar outro país. Noutros tempos era uma barreira intransponível.
Eu sou suspeito porque já visitei este local algumas vezes mas aconselho quem nunca o fez, a assim que tiver oportunidade o faça. É um mundo magnífico que vai descobrir.



Vejam o álbum de fotografias da viagem em:


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Livros de Viagem - Fórum

Há uns dias escrevi neste blog sobre viagens, livros e o facto de muitos viajantes os considerarem inseparáveis amigos.
Por vezes é o livro que marca uma viagem, noutras ocasiões é a viagem a marcar o livro. Quantos de nós não associam um determinado livro a umas férias inesquecíveis?
Hoje o desafio é para que sugiram livros de viagem.
Os que vos tenham ficado gravados na memória, acompanhado numa viagem, ou tão simplesmente estimulado a partir para um determinado destino.
Estão com vergonha?
Está bem, eu começo:
Páginas da Peregrinação - Fernão Mendes Pinto
Na Patagónia - Bruce Chatwin
O mundo do fim do mundo - Luis Sepúlveda
Patagonia Express - Luís Sepúlveda
Moby Dick - H. Melville

Agora espero as vossas sugestões e se quiserem vossas viagens literárias.

domingo, 23 de maio de 2010

Midi-Pyrénées - vídeo promocional da região

Este é o vídeo promocional de uma região de França que considero muito interessante.
Alia o seu rico e belíssimo património natural às componentes histórica e cultural.
Mas palavras para quê?
Como diria o Laurodérmio (personagem do Herman Enciclopédia):
"Let's look at a trail"

http://www.grandesparajes-midipyrenees.es/grands-sites-midi-pyrenees.php?extLang=en

sábado, 22 de maio de 2010

Livros e viagens

As viagens e os livros são como dois amigos inseparáveis.
Mesmo na era da internet e televisão, eles continuam a ser os responsáveis por desejarmos ir a algum lugar. Antes de partirmos fisicamente já o fizemos no mundo dos livros.
Muitas viagens começam, passam e acabam neles. Algumas nunca saem das suas páginas.
Quantos de nós não têm destinos que fazem parte do nosso imaginário porque lemos um livro de aventuras quando éramos crianças.
Em muitas viagens eles são os nossos únicos amigos acompanhando-nos por quilómetros e quilómetros. Costumo dizer que certos livros "têm mais quilómetros nas páginas" que muitas pessoas.
Eles podem descrever os locais, dar-nos conselhos, ou tão simplesmente falar sobre as experiências vividas num momento. Mas são mais fiéis que uma imagem, porque têm alma, têm o interior do autor.
Para mim é quase impossível viajar sem livros. Mesmo que alguns vão e regressem sem que os termine.
Quem não viajou na Patagónia com o Bruce Chatwin, Paul Theroux ou Luís Sepúlveda, percorreu os oceanos com Melville, ou tão simplemente deu a Volta ao Mundo em Oitenta Dias com o Júlio Verne?

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sondagem

Depois do Fórum lançado há algum tempo, têm uma sondagem para participar.
É só clicar e ver os resultados. Vão ser divertidos.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Travessia do Rio Castro

No caminho entre Finisterra e Muxia, o Rio Castro é o único obstáculo mais difícil de passar.
Não é muito complicado desde que não seja na época das chuvas. Aí o caudal por vezes é forte e atravessá-lo torna-se impossível.
No entanto, há que ter cuidado com as pedras do passadiço que por estarem submersas são escorregadias, tendo algumas sido deslocadas pela força da corrente.


video

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Caminho del Salvador - Espanha

O caminho del Salvador liga as cidades de Léon em Castilla-Léon e de Oviedo na região das Astúrias. Sendo um itinerário que atravessa a cordilheira cantábrica aconselha-se que não iniciem a caminhada em Léon, ou caso o façam optem por efectuá-lo em 5 jornadas.
Essas etapas anteriores ajudam a que o corpo se adapte ao peso da mochila e ao esforço evitando lesões que podem acabar com a viagem ou torná-la menos interessante e muito desconfortável.
Caso se faça este percurso entre o Outono e início da Primavera há que ter atenção às condições meteorológicas na montanha e ter material e preparação física adequados às situações. A neve surge com frequência e acumula-se nos pontos mais altos durante vários meses.
Eu fiz os cerca de 120 km em 4 etapas.

A primeira etapa liga Léon a Buiza e tem a extensão de 40 km. Há igualmente a possibilidade de ficar em La Robla caso escolham fazê-lo em 5 etapas. Pode ser uma óptima opção para a adaptação.
O Albergue de Buiza é novo e situa-se à entrada da aldeia nas antigas escolas primárias.
Buiza não tem supermercado portanto se se pretende cozinhar é necessário abastecer-se antes de chegar.



A segunda e mais dura etapa do circuito é a que liga Buiza a Pajares. Esta etapa tem várias opções mas caso se faça pela montanha são 24,5 km de subidas e descidas íngremes e o desnível acumulado no final da etapa é grande. Nesta etapa a presença de neve é quase certa durante 6 meses (Outubro/Novembro a Abril).
Muita atenção quando se desce do Puerto de Pajares pela estrada. Não tem berma e tem muito tráfego de camiões. Sempre que se possa optar pelo trilho até Pajares.
O Albergue tem boas condições e há restaurante na localidade.


A 3ª etapa começa com uma descida muito íngreme até Santa Maria ao que se segue uma subida por um trilho em calçada até ao caminho que liga a Llanos de Somerón.
A partir daí começa a ser essencialmente a descer sendo que existem pedaços coincidentes com a estrada nacional.
Mieres del Camiño é uma pequena cidade com um polígono industrial enorme e uma história ligada à exploração mineira nas Astúrias.
O Albergue fica em La Peña uma localidade a 1 km em direcção a Oviedo que segundo me informaram é um local de casas custos controlados.
Se pretende comer no albergue o melhor é abastecer-se em Mieres que tem diversos supermercados e restaurantes.

A 4º etapa tem apenas 19 km até à belíssima cidade de Oviedo. O trilho não é difícil e tem alguns miradouros sobre a cordilheira cantábrica que merecem uma paragem para a contemplar. O percurso urbano está bem marcado e termina na Catedral.
Terminá-lo num Domingo de Páscoa tem a vantagem de poder ver a procissão com os encapuzados e usufruir de toda a ambiência própria desta quadra tão importante em Espanha.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Caminho Primitivo de Santiago


Depois de percorrer o Caminho del Salvador entre Léon e Oviedo, continuei pelo Caminho Primitivo desde Oviedo até Santiago de Compostela. Este é o primeiro Caminho de Santiago que existiu daí o seu nome.
Contudo é um dos menos percorridos, a par do del Salvador por ser todo pela montanha e consequentemente mais exigente do ponto de vista físico. 
Do ponto de vista paisagístico é dos mais bonitos.
Aqui ficam algumas das fotos.



sexta-feira, 9 de abril de 2010

Fotos do Caminho Del Salvador - Espanha



Uma viagem ecológica - a reciclagem chega aos sapatos.
A carpete da casa-de-banho da minha avó era assim.

O trilho de ascenção ao planalto e ao primeiro colo do dia.

Depois de sair Buiza às 7.30h da manhã começa a nevar.

Lá em cima no planalto estava assim.

O saloio de Lisboa fica contente com a neve e o frio.

Estava fresquinho aqui, mas a paisagem valia o esforço.

Vista da janela do Albergue de Pajares

Alguns dos muitos cavalos da viagem

Como diria o Fernando Pessa - E esta hein?     

               Asturiano vestido a rigor - Oviedo     
                

Oviedo - mercado no Domingo de Páscoa
Procissão de Domingo de Páscoa em Oviedo

quinta-feira, 25 de março de 2010

Partidas


Serão as partidas apenas um pretexto para poder chegar?
Porque é que temos desejo de partir? Porque é que alguns o têm mais que outros?
Que razões nos levam a sair do nosso meio social e partir para outro?
Muitas vezes será uma forma de sair de uma situação de desconforto. Descontrair ou o recente "destressar".
Para mim é a descoberta, a aprendizagem sobre mim e sobre os outros, a saída da zona de conforto para poder dar-lhe valor, para ganhar tolerância, mas também o constatar do que podia ter melhor umas vezes e o que tenho de agradecer por ter noutras.

E para vocês? Qual a razão de viajarem ou ficarem, de escolherem um destino e não outro (se excluirmos as económicas)?
Sim vocês os 3 que lêem este blog :)